2. Objetivos

O objetivo do trabalho é mostrar que os cães não são humanos. É mostrar que eles têm necessidades e comportamento próprios e que por causa do desconhecimento que as pessoas têm em relação à isto, entram em conflito com seus cães no que diz respeito ao seus relacionamentos provocando os problemas de comportamento, tornando esta convivência desagradável e no caso da agressividade, perigosa. Será discutido também os diferentes tipos de comportamento agressivo e seus tratamentos, incluindo a modificação do comportamento através de exercícios, a castração e o uso de drogas.


3. O Vínculo Homem-Cão

O vínculo homem - cão, como é visto hoje, é uma moderna manifestação de um importante e incomum evento que aconteceu há mais de 11000 anos na região da Caverna Shanidar no Iraque. Este evento foi a domesticação do cão. O estabelecimento do vínculo homem-cão firmou o caminho para um processo que tem desde então, provido os seres humanos com uma vasta variedade de produção de alimentos, transporte e animais de companhia. 1
O entendimento das mudanças nos cães e nos seus relacionamentos com seres humanos durante os primeiros mil anos de contato é pertinente a um número de aspectos problemáticos do vínculo homem-cão como é visto nos dias de hoje em nossa sociedade. Estes aspectos incluem os problemas com mordidas de cães, os quais se relacionam com a agressividade fisiológica, patológica e hereditária. 1

3.1. A Domesticação e Dispersão dos Cães Primitivos

Inúmeros informativos resumem a domesticação do cão no Oriente Médio e dão detalhes do desenvolvimento do relacionamento entre seres humanos neolíticos e o Canis sp selvagem daquela região. A maioria destes cenários de domesticação sugere uma ou mais subespécies do lobo no sudoeste asiático (C. lupus pallipes, C. lupus arabs) como os canídeos que provavelmente se envolveram neste processo, e sua posição é geralmente mantida por material arqueológico disponível. Entretanto, este contato inicial foi seguido pela rápida dispersão destes seres humanos primitivos e seus "cães-lobos" para fora do Oriente Médio, se movendo para o sul em direção a África, e para o leste, atravessando a Índia em direção ao sudoeste asiático, e existem poucos materiais arqueológicos úteis disponíveis nestas regiões. 1

Deste modo, existe uma notável carência de informações sobre as características destes cães-lobos precocemente domesticados e sobre seu relacionamento durante o desenvolvimento do vínculo homem-cão. 1

As raças caninas como são conhecidas por nós só vieram a se estabelecer de maneira organizada há aproximadamente 200 anos. Mas antes disso o homem já selecionava cães para funções específicas. 13

Cães de luta foram selecionados para atacarem rápida e inesperadamente sem aviso, terem um baixo limiar a estímulos que desencadeassem o ataque, alto limiar para dor (menor sensibilidade à dor), perderem o reconhecimento de sinais de submissão que interromperiam o ataque e finalmente foram muitas vezes selecionados para lutar até a morte. Assim é muito comum que pessoas atacadas por cães digam não ter visto nenhum aviso por parte do cão. 13

A base genética da agressão pode ser demonstrada se compararmos a agressividade dos animais domésticos e dos selvagens os quais descendem. Como exemplo, podemos citar a domesticação do lobo transformando-o em cão. Neste caso, foi o interesse pela facilidade de manejo que levou o homem primitivo, geração após geração, a escolher como reprodutores os animais mais dóceis.

Em outros casos, a seleção humana se dirigiu no sentido de produzir animais mais ferozes, demonstrando aí também a base hereditária da agressividade. 9 Uma vez que na matilha, é o cão dominante que tem, entre outras funções, o papel de guarda do território e defesa dos membros da matilha. Para que o cão cumpra esta função, ele deverá impedir que estranhos à família (matilha) se aproximem ou invadam seu território. 13

Para entender melhor o comportamento natural dos cães em seu sistema social, devemos conhecer como funciona a organização social dentro da matilha, bem como a liderança de grupo, a qual compreendem os comportamentos de dominância e de submissão, pois a incompreensão que a maioria dos donos de cães possuem em relação à natureza canina é o que provoca, muitas vezes, o comportamento agressivo do animal.

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