O esqueleto eqüino, fisiologia do crescimento e patofisiologia
Desenvolvimento normal dos ossos longos
Os ossos longos se desenvolvem a partir da cartilagem por um processo de ossificação endocondral. No feto, a matriz dos ossos é composta somente de cartilagem. Os centros de ossificação se desenvolvem no centro dos futuros ossos longos (diáfise) e também nas extremidades (epifise). Com o início da ossificação, uma epífise óssea se desenvolve a cada extremidade e uma diáfise óssea se desenvolve no centro.
Entre estes dois centros de ossificação está a placa de crescimento metafisário (também chamada fise), que permite o alongamento do osso que acompanha o crescimento após o nascimento. No momento oportuno, ocorre a ossificação da fise. O fechamento da fise de cada osso se dá em momentos diferentes; como regra geral pode-se dizer que os ossos distais fecham antes dos ossos proximais.

Fonte: World Equine Veterinary Review
Mecanismos fisiológicos da
homeostase de cálcio e fósforo
A manutenção da homeostasia do cálcio e do fosfato depende principalmente do trato intestinal, do esqueleto e dos rins. Além disto uma contribuição essencial é dada pela pele e fígado.
O íon cálcio é de fundamental importância para todos os sistemas biológicos e a sua concentração deve se situar entre limites estreitos de tolerância fisiológica entre os diversos compartimentos. O íon fosfato também é de importância crítica em todos os sistemas biológicos.
O nível normal de cálcio no plasma de eqüinos adultos é de 10,2 a 14,3 mg/dl (Çoffman 1981, Schryver et al. 1971) e se mantém aproximadamente nestes níveis durante toda a vida do animal. O de fosfato inorgânico é de 2,1 a 5,9 mg/dl, no entanto, da mesma forma como acontece em humanos (Portale 1990), a fosfatemia em cavalos também varia com a idade (Bauer 1990, Enbergs et al. 1996).