INTRODUÇÃO

Segundo O' KEEFE (1997), tumor é um grande agregado de células descendentes de uma única célula ou clone "fundador", originalmente uma célula de funcionamento normal que, de algum modo, sofreu alteração, pela qual começou a se dividir e proliferar automaticamente, gerando bilhões de outras células similarmente alteradas e constituintes da massa tumoral.
As glândulas mamárias estão distribuídas, nos cães, em duas fileiras paramedianas paralelas desde a região axilar até à inguinal (ELLENPORT, 1986) podendo ser classificadas por nomes (torácicas, cranial e caudal; abdominais, cranial e caudal, e inguinais) ou por números (um a cinco, craniais e caudais) (McCAW, 1996).

O fornecimento sanguíneo das glândulas mamárias torácicas craniais e caudais é realizado pelos ramos da artéria torácica interna, das artérias intercostais e pela artéria torácica lateral. As glândulas abdominais craniais são supridas pelas artérias epigástricas superficiais craniais. Já as glândulas abdominais caudais e as glândulas inguinais são irrigadas pela artéria epigástrica superficial caudal e por ramos da artéria pudenda externa
(ELLENPORT 1986; HARVEY, 1996).
A neoplasia é a doença mais comum das glândulas mamarias e a principal causa de indicação para mastectomia nas cadelas e nas gatas (Figura 1). Essa enfermidade afeta animais de meia-idade e animais idosos, com maior incidência entre dez a onze anos
(McCAW, 1996; O'KEEFE, 1997; JOHNSTON, 1998).

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Figura 1: Aspecto geral de neoplasia mamária em cadela

A maioria dos tumores mamários nos cães é classificada como maligno, e também quase a totalidade dos tumores mamários fe-linos (86%) são malignos. O prognóstico para ambas, cadelas e gatas, com tumores malignos, é de reservado a mau (HARVEY, 1996; JOHNSTON, 1998).

Esses tumores são muito raros em machos, representando cerca de 1% de todas as neoplasias mamárias descritas. Assim como nos seres humanos, a maioria dos tumores em cães machos são neoplasias agressivas
(LOAR, 1992).

O desenvolvimento da neoplasia na cadela depende, em grande parte, de hormônios. O risco de ocorrência de tumor mamário é de aproximadamente 0,5% para as cadelas castradas antes de seu primeiro estro, 8% para as cadelas castradas após o primeiro ciclo estral, e 26%' para as castradas após dois ou mais ciclos estrais (WITHROW e O'BRIEN, 1997).
O'KEEFE (1997) estabelece que a avaliação diagnóstica de cães com tumores de mama deve constar de exame físico Radiografias torácicas devem também ser avaliadas em busca de metástases pulmonares antes da exérese cirúrgica.

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