Introdução

O aumento da população animal e a adequada conscientização da população sobre a necessidade do correto controle de nata-lidade em animais domésticos vem tornando a ovário salpingo histerectomia
a cirurgia mais realizada em nossas clínicas. Em outros países já existem centros cirúrgicos, onde são realizadas exclusivamente cirurgias de esterilização, tanto de machos como de fêmeas, mediante programa especial. Cabe lembrar que esta cirurgia, além de ser o tratamento usual para muitas das afecções ovarianas e uterinas, também é indicada para a prevenção de recidiva de hiperplasia de vagina, bem como para animais diabéticos ou epilépticos, para que sejam evitadas as alterações hormonais capazes de interferir na terapêutica (SLATTER, 1998).

Apesar de ser procedimento cirúrgico aplicável em qualquer idade, se esta cirurgia for realizada antes do primeiro ciclo ovariano, a incidência de neoplasias de glândulas mamárias diminui para menos que 0,5 %. Já, logo após o primeiro cio, o risco aumenta para 8%; depois de dois ciclos, sobe para 26%, e depois dos dois anos e meio de idade não se tem mais este efeito (SCHNEIDER, et al., 1969). Gatas intactas apresentam risco sete vezes maior de neoplasia mamária, em comparação com fêmeas ovariectomizadas (DORM, et aL, 1969). Em contrapartida, se realizada de forma muito precoce, antes do término da vacinação, estaremos expondo os animais ao risco de contrair doenças infecciosas, em razão do baixos níveis de imunidade que poderão portar.

Materiais e Métodos
Considerações iniciais

Em dezembro de 1997, introduzimos a técnica ora proposta em nossa clínica, com o objetivo de dispensar a figura do auxiliar de cirurgião, baixar o tempo total de cirurgia e diminuir os gastos com anestésicos. Dessa forma, otimizando-se a utilização da sala de cirurgia, eliminando-se os retornos pós-operatórios e reduzindo-se a quantidade de material e instrumentos utilizados, com consequente redução no custo da cirurgia.

Após termos submetido à cirurgia um número superior a 3.000 fêmeas com constantes aperfeiçoamentos, a experiência mostrou-nos que a técnica abaixo descrita exige anestesia geral, com elevado grau de miorelaxamento; posicionamento do animal em decúbito supino em uma calha, sem a necessidade de conter-se os membros com amarras (principalmente os pélvicos), diminuindo, com isso, a tensão sobre a musculatura do abdome e reduzindo a tração necessária para expor o ovário. Ainda, é necessário que se mantenha a mesa com uma inclinação, de tal forma que a pélvis fique mais elevada e o conteúdo abdominal gravite em direção cranial, facilitando bastante o acesso (posição "Trendelemburg"). Embora essa posição desloque as vísceras abdominais em direção cranial, não observamos qualquer comprometimento respiratório decorrente de compressão sobre o músculo diafragma. Não menos importante, temos ainda que efetuar o esvaziamento da vesícula urinaria, a fim de facilitar a localização dos cornos uterinos.

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