VI- CORPO LÚTEO

A formação do corpo lúteo envolve a luteinização da granulosa, onde a granulosa é convertida de secretora de estrógeno para secretora de progesterona. O processo é iniciado pela onda pré-ovulatória de LH. A cavidade do folículo rompido de fibrina em seu interior atua como base sobre a qual as células da granulosa se desenvolve. Vasos sangüíneos da teca externa invadem o CL em desenvolvimento, de forma que ele se torna vascularizado. A manutenção do CL é assegurada pelo LH derivado da onda de LH e pelos níveis circulantes de LH. Em ovinos, a prolactina, um hormônio gonadotrófico para algumas espécies, é necessário para manutenção do CL, em adição ao LH.

O útero (endométrio) participa de forma marcante no controle da duração da atividade do CL em éguas, vacas, porcas, ovelhas e cabras nãoprenhes, mas não é ativo na regressão do CL em cadelas e gatos. A PGF2a é liberada pelo útero não gestante cerca de 14 dias após a ovulação e éconsiderada a substância luteolítica natural (causa regressão do CL). O retorno venoso do sangue uterino para o coração direito e de lá para o pulmão antes do transporte do sangue arterial para o ovário resulta na inativação de cerca de 90% da PGF2a. Para garantir que PGF2a suficiente atinja diretamente os ovários para a luteólise, o arranjo anatômico da veia uterina associada à artéria ovariana é tal que PGF2a pode difundir da veia para a artéria e a perfusão ovariana de PGF2a pode ocorrer antes da circulação pulmonar. Para o PGF2a manter-se efetivo quando na circulação geral, ele deveria, ou ser secretado pelo útero em grandes quantidades ou ser mais resistente a degradação pulmonar ou ambos. A manutenção do PGF2a na circulação geral é mais importante na porca e na égua.
A razão para a regressão tardia do CL na cadela e gata (cadela 75 dias, gata 35 dias) não é conhecida. Não ocorre um processo lítico agudo.

6.1- Corpo Lúteo Persistente

O prolongamento da fase luteínica de 14 dias para talvez 1 a 5 meses e conhecido como corpo lúteo persistente. A presença de um corpo lúteo persistente bloqueia o retorno à fase folícular e sua próxima ovulação. A razão imediata para a persistência do CL é a falha do emdométrio em sintetizar PGF2a freqüentemente a falha é causada por inflamação aguda ou crônica do endométrio.

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