III - ATIVIDADE OVARIANA E CRESCIMENTO FOLICULAR
Os folículos primordiais presentes na fêmea ao nascimento são os que estarão presentes ao longo da vida do animal. A maior parte destes folículos entra em atresia e jamais se desenvolve em óvulo maduro. O desenvolvimento do oócito, ao nascimento, encontra-se suspenso no estágio de oócito primário na prófase (primeira fase) da primeira divisão meiótica.
A puberdade é definida como o inicio da vida reprodutiva, que na fêmea é normalmente marcada pelo inicio da atividade ovariana. Os eventos que precedem imediatamente o início da atividade ovariana, entretanto, são também são incluídos na puberdade. Um estágio hormônio-independente do crescimento do folículo primordial inicia-se na puberdade. Isso envolve o crescimento do oócito e um aumento no número de células granulosas para diversos folículos primordiais a cada dia, durante toda a vida do animal. Células intersticiais começam a rodear a membrana basal das células da granulosa para formar a tece. A tece diferencia-se em interna e externa. A tece externa torna-se uma cápsula altamente vascular que fornece nutrição à tece interna, células da granulosa e oócito. Receptores de LH se formam nas células da tece interna e receptores de FSH e estrógenos formam-se sobre as células da granulosa. Após a formação de receptores, os folículos são conhecidos como folículos primários e atingem o estágio hormônio-dependente. A liberação de FSH e LH aumenta várias vezes e ocorrem ciclos de eventos ovarinos que resultam em ovulação para alguns óvulos, e atresia e destruição para outros.
Durante o estágio hormônio-dependente, sob a influencia de LH, andrógenos são produzidos pelas células da tece interna. Os andrógenos difundem-se da tece interna para as células da granulosa. Sob a influencia do FSH, as células da granulosa convertem os andrógenos em estrógenos. Os estrógenos produzidos provocam o crescimento e divisão das células granulosa e, juntamente com FSH, induzem as células da granulosa a produzir secreções que provocam a separação das células da granulosa e formação de um espaço preenchido com fluido, chamado de antro. Da mesma forma, o FSH estimula a formação de receptores do LH nas células da granulosa. Uma onda de liberação de LH (onda pré-ovulatória) ocorre cerca de 24h antes da ovulação. Além de seu papel na ovulação e formação de um corpo lúteo, ele causa uma redução no número de receptores de FSH nas células da granulosa, de forma que a liberação de estrógenos pelas células da granulosa diminui.